Wednesday, September 12, 2007

Castelo

Procuras qualquer tipo de palavras, que aconcheguem seus pensamentos camuflados dos mais sórdidos efeitos da ignorância. A esperança que se põe às margens de teus olhos, que palpitam de emoção, de aflição, de fúria, ou talvez sentimentos que pulam de dentro do coração, as mais frouxas mentiras, levadas pela enchente que chega a tua cidade. Hoje eu escrevo, e junto com as letras, quero criar um vasto e confortável castelo, e quem lê minhas palavras o habitam. Quando você não quer nunca ser esquecido, é preciso escrever coisas que vale a pena ler, ou fazer coisas que vale a pena escrever, na verdade toda a engrenagem girou em torno disso. Há os que deixam suas marcas gigantes ou até pequenas na Terra, esses são os que sabem que a vida é um poço.Onde somos gotas de chuva descendo, há as gotas que conseguem chegar no poço, e se juntam as águas, e assim o poço ganha mais uma gota, há outras gotas que mal conseguem chegar, essas são esquecidas durante o percurso, outras caem, mas caem sujas, e trazem seu transtorno as águas do poço, porém o mais importante são as puras, pois as gotas sujas nada valem quando se tem que bebê-las.

O meu castelo está sendo construído, qualquer um pode habitá-lo, só é tirar as correntes que o mantêm preso, ou sair das grades que o repele a voar. Todos são bem-vindos, pois se o habitam, é por que merecem habitá-lo, os que conseguem enxergar o castelo, é por que já são da casa, os que não conseguem, é por que na verdade nunca tiveram uma.Sempre vagaram sem por que.Eu não me importo, as palavras vagam no castelo, e podem ser absorvidas por qualquer um, os tapetes são repletos de poeira, que se juntam as palavras, na janela entram ventos que se juntam a cada frase, umas certas, outras erradas, não sei, apenas quem habita-o pode saber. Pois cada uma das frases, são vistas diferentes por cada um, cada habitante, não importa idade, ou religião, ou no que acredita, ou deixa de acreditar, tem seu próprio espaço, ele veste seu próprio numero, nunca menor, mas talvez sempre maior.

O castelo está crescendo, alguns já o habitam, espero mais no futuro, muito mais..

Não importa quem és, o que faz, se é da direita ou da esquerda, nesse castelo todos são iguais se fazendo pela diferença.

Seja bem-vindo.

[Dan Cruz]

Friday, September 07, 2007

Revolution

O Céu, o Mar, e as Estrelas


As 7 horas da manhã na esquina
Caminhava uma menina
Seus olhos sempre fechados
Ela olhava o navio ancorado
Que não estava no mar

-Oh, Oh menina, trago boas novas
O céu caiu, e o mar subiu.
-Mas como assim, eu não consigo entender.
-Não dá para entender, você apenas viu;
As suas lágrimas se juntam ás correntezas do rio.

-Oh, Oh menina você pode voar
Apenas se nadar, só é imaginar
-Mas como se as vozes me impedem de fazer?
-Não, não são as vozes, depende de você
E ela olha para uma estrela
Acompanhada de outras mil

-Oh, Oh menina tire seus pés no chão
Deixe que as estrelas falem com seu coração
-Mas como se o chão é seguro?
Você não entende, não existe inseguro
E a unica falha é não pular esse gigante muro

As 7 horas da manhã, a garota foi a não mas voltou
Ela foi a algum além
Que alguém
Disse que ninguém
Soube como ela viajou
Usou o céu, as estrelas e o altar
Amém... amém.

[Autor: Dan Cruz]

Fumaça Negra



Olhe para o asfalto
Será que você pode ver
Em cada rio raso
A pura ignorância de seu ser

Sobre os olhos dos comandantes
Soldados da destruição
É o que somos
Lutando por moedas
Que nos mantem na ilusão
De não poder
Ser o que somos

Repugnante fumaça, criada pela massa
Que sustenta os comandantes
Numa luta alucinante
Que nos leva, a nenhum lugar

Seguem o Deus papel
O papel pintado da ganância
Repugnância nas nuvens do céu
E em toda circustância

Os comandantes são os donos
Os gigantes, que são tão pequenos
Eles querem seu punho
Para destruir nosso proprio sono
Onde sonhavamos
Com dias melhores, e um verde sereno.

[Autor: Dan Cruz]